quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Blog oficialmente desativado

Sinto-lhes informar que não postarei mais aqui. Mudei meu endereço de blog para http://fronteiradoinfinito.blogspot.com/ , junto com alguns amigos meus.

Grato pela atenção,
Pedro Alcamand Mota

Essa flor já estava murcha
Se despedaçou
Estava cansada deste mundo
Foi embora
Mas aquele doce perfume
Sempre estará no seu coração



-À Lygia, luto.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Simplesmente você


Quando olho em teus olhos
Sinceramente, fico tímido
Feliz por estar olhando-os
Tranquilo, por ter você aqui

Quando estou em seus braços
Sinto-me seguro
Sei que o resto não importa mais
E, simplesmente, fico no momento

Quando você não está aqui
Fecho meus olhos e vejo
Aqueles olhos tranquilos
Que me dão segurança

Vejo apenas
Sinto apenas
Desejo apenas
Você, eternamente!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Caminho junto à morte
Com medo do meu futuro
Guardando, no coração, a saudade
De uma doce criança com suas lembranças

Explosões de sentimentos
Afloram em meu coração
Vivo intensamente o momento
Para depois, tudo virar recordação.

Pedro Alcamand Mota

Mundo Perfeito


Parecido com o grito da adolescência
Um sentimento vago que irrita
Não existe um motivo determinado
Só que não quero ficar neste lugar

Este vazio vêm de onde e vai para onde
É um pouco diferente da tristeza
O vento que sopra dentro do buraco aberto no coração
É frio e dói

Não sei o caminho para a felicidade
Mas queria ir para algum lugar distante
O sentimento que não se completa se repete várias vezes
Ultrapassa, como se estivesse com pressa de viver

No fim da escuridão, na sentença de luz
Um coração onde a maldade e a bondade moram juntas
Qualquer um possui fraquezas que não dão para esconder completamente com belas palavras

Vamos supor que pudesse realizar um desejo
E, obtivesse o mundo do jeito que imaginei
Logo após reclamaria que algo estaria faltando
E transportaria meus sentimentos para outro lugar, sem ser esse

Após a névoa, o que há é o mundo que sonhei?
A verdadeira força é ir para lá?
Ao chegar lá, a tristeza irá sumir?

Dentro das incertezas, encontro com uma certeza
A flor que floresce aos meus pés
Finca profundamente a raiz neste lugar

Não sei o caminho para a felicidade
Mas queira ir para um lugar distante
O sentimento que não se completa se repete várias vezes
Ultrapasso, ultrapasse o que já sabe

Independente de onde eu vá
O fato de só poder ser eu mesmo
Parece com algum tipo de filosofia
Vou viver com determinação
Enquanto tiver vida.

Pedro Alcamand Mota

sábado, 18 de setembro de 2010

O espelho vermelho

Seu véu caia sobre seus cabelos sedosos, como como se de nuvem, aquilo fosse feito. Estava arrumada, no vestido, sufocada. Sua maquiagem, suave, como gostava. Unhas pintadas. Cabelos arrumados. Apenas sua mente estava desarrumada. A moça oscilava no pra sempre, como sempre, não sabia o que queria. Não queria aquele sorriso falso para todo o sempre.
Era insegura desde pequena, não sabia se queria o novo modelo da Barbie no Castelo de Diamantes ou se queria aquele carro cor de rosa que tocava musiquinhas. Na adolescência, não sabia se o salto de camurça preto era mais belo que o sapato de verniz. Seu maior problema não era esse, e sim, o poder de escolher os dois. Seu pai era um dono de uma grande empresa, viajava toda a semana, nunca deu atenção a sua pequena e doce filha. O único modo que o poderoso chefão achou para preencher aquele rancor e tristeza. que acumulou-se pela ausência de sua presença, foi através de brinquedos, roupas, cartões de crédito e tudo que envolvesse capital. Foi uma menina criada com dificuldade, uma menina que não precisava escolher.
Estava lá, no dia 11 de setembro, mesmo dia do grande atentado aos Estados Unidos, sentada no banheiro com a porta trancada, chorando compulsivamente. Em algumas horas um anel entraria em seu dedo e selaria um pacto com um homem que ela não sabia se amava de verdade. Chorava de ódio, por sua infância, por tudo o que fizera, por não saber o que fazer. Sua maquiagem fora se desfazendo, os grampos de seu lindo cabelo foram soltando e o maldito vestido branco estava a sufocando. Estava sufocada, não só pelo vestido, mas por si mesma. A moça nunca teve fé, mas naquele momento, rezava para todos os santos que ouvira sua empregada dizendo. ''Por favor meu Deus, me dê uma luz! Diga-me o que eu faço'' dizia toda vez que conseguia parar de soluçar. Queria um modo de sair daquela sinuca, sem machucar o homem e sem se machuca. Não encontrara resposta lúcida para aquela questão. O choro se calou.
Após umas duas horas, sentiram a falta da noiva. Perceberam a porta trancada, ninguém respondia. Bateram e gritaram o nome da moça, ainda ninguém respondera. Resolveram arrombar a porta. O noivo, nervoso e irritado, jogou seu corpo contra a porta uma, duas, três vezes. A porta se abriu. Viram ela deitada no chão, com os cabelos bagunçados e a pele pálida, ao lado de uma poça de sangue. Um fundo corte no pescoço, foi assim que terminou. A mulher, a frágil menina, ficou louca dentro daquele cubículo, quebrou o espelho com sua mão e, com um afiado caco de vidro, matou-se enquanto chorava.

Pedro Alcamand Mota