segunda-feira, 26 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Era uma vez um garoto, que fez uma garotinha desistir de aproveitar tudo em seu tempo, que a fez querer parecer mais velha, quando na verdade era um bebe que precisava de colo, que a fez abandonar tudo, mudar de jeito, pra quem sabe agradar alguém, que não reconheceu isso, e sentiu falta da menina inocente, infantil, a criança que ele conheceu. Então ela se culpou, se culpou por acreditar, por não se dar valor, por se transformar no que não queria ser.
Mas ela ainda o agradece por tela feito crescer, talvez da pior maneira, mas do único jeito…
Pedro Alcamand Mota
Luzes ofuscantes
Sem silêncio, sem paz
Perdido em meio à multidão
Imerso em idéias confusas
Minhas alternativas sufocadas,
Meus pensamentos mudos,
A falta de objetivo
E a aflição em estar sem um caminho para trilhar
Perguntei-me repetidas vezes
“Onde é que estou tentando chegar?”
Andando de um lado para o outro
Dando voltas sem-sentido
Minhas expectativas jaziam a sete palmos
Sob uma busca infinita
Por alguém que me fosse familiar
Mas só encontrei rostos desconhecidos
Em meio à multidão
Tentei te procurar,
Pude te ver, mas não te alcançar
Apenas pude dizer-te palavras soltas ao vento
Diluídas em meio a todo o barulho
Então eu simplesmente
Corri para longe,
Atravessei tudo isso em vão
Estava acompanhado somente pelo desanimo
Mas de passo em passo,
Eu me sentia melhor
Até que eu parei, e disse para mim mesmo:
“Amanhã...”
Pedro Moreira de Oliveira
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Vamos lá, dê um mergulho,
Você sabe do que estou falando,
O brilhante mundo de plástico
Mas cuidado, ele vem vazio por dentro.
Veja a felicidade à venda,
Ela não está tão longe assim
Compre isso, compre aquilo.
E vamos todos juntos nos afogar na ilusão
Não tenha medo do lobo em pele de cordeiro
O dinheiro vai te proteger, ou talvez te condenar.
Mas no final ele te dá tudo o que você quer
Menos aquilo que você realmente quer.
Esses cifrões encharcados em sangue
São a causa da sua cegueira,
Mas você não se importa,
Desde que consiga suas migalhas no final do mês
Posso comprar-lhe tudo o que se pode tocar
Mas você ficará com um vazio, sempre querendo mais.
Você vai se sufocar na sua avareza
Você vai engasgar-se com seu Ego
Por trás de todas as jóias,
Roupas caras e desconfiança lucrativa
Não há nada...
Lembre-se que lhe disse
A embalagem é brilhante
Mas o conteúdo é vazio
Pedro Moreira de Oliveira
terça-feira, 6 de julho de 2010
Fotos antigas à minha frente
Todas me são familiares,
Mas quando olho para você nelas
Eu sinto como se eu não te conhecesse mais
Então quase sem querer,
Em um relance olho para o lado
Atingido novamente pelo passado
Sem nenhuma chance de revidar
Será que depois de tudo
A felicidade do ontem
É a tristeza do amanhã?
Tento fugir das lembranças
Mas quanto mais tento correr
Mais eu me aprofundo
Mais eu me perco...
Por que sempre queremos
Que o pra sempre e nunca seja real?
Por que nos fazemos tantas promessas
Que são quebradas como se fossem de vidro?
Promessas que hoje não são nada
Além de cacos de vidro espalhados
Refletindo o antes de tudo,
O antes da saudade...
Olho-me no espelho
Há uma nuvem cinza em minha volta
E vejo para minha imagem,
Acho que não me conheço mais
Pedro Moreira de Oliveira