quinta-feira, 24 de junho de 2010


Cortei o amanhã,

Via o sangue jorrar,

A dor era minha amiga,

E o frio minha companhia

Criei mil mentiras, Menti mil coisas

Enganei-me com mil ilusões, Quebrei-me em mil pedaços

Parti mil vezes, Vi você partindo mil vezes

Mil foram as lágrimas que jorraram, e as gotas de sangue.

Com olhos vidrados, respiração oscilando

Corpo doendo e força indo embora

Revirava-me entre lembranças da felicidade passada

Tudo que era bom, se transformou em pedra

Mil lembranças em minha mente,

Mil olhares do passado, mil vezes em que fiquei com medo

Mil medos diferentes, mil vezes em que quis morrer

Mil erros, mil passos em falso, mil vezes que enganei a mim mesmo

Mil vezes em que fui um covarde, um mentiroso, um enganador, um ladrão

Vi o mundo doente pelo meu espelho,

Com meus punhos o fiz em pedaços

Os cacos de vidro caiam sobre mim

Enquanto continuava a pingar gotas vermelhas na pia.

E quando não agüentava mais, caio em terra

Tudo envolta escurecendo, chegou minha hora

Não sei mais o que é comum, não sei mais o que é real

Não sei mais quem sou ou onde estou

E eram mil imagens que surgiram em minha mente

Mil memórias, mil canções, mil visões, mil maneiras diferentes de se ter feito as coisas

Vi minha vida passar mil vezes

E finalmente, tudo cessou, e tudo ficou em paz.


Pedro Moreira de Oliveira

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