Conversei com um grande amigo, Lucas Boaventura, que se juntou ao Blog a partir de hoje, e pedi para que o mesmo fizesse um texto apresentando-se:
Quando o pequeno Lucas nasceu ele nem sabia quem era aquela menina, quase mulher, que com ternura lhe aconchegava por entre os braços; não suspeitava que aquele moço do cabelo preto seria futuramente o homem com quem ele mais iria se identificar. Ele acabara de nascer, pouco importava o mundo naquele instante, pouco importava o tempo que ele iria viver, o pequeno Lucas não queria saber de nada, ele não tinha nada que tivesse que saber.
Quando o pequeno Lucas começou a entender as palavras, aquela menina que ele nem sabia quem era passou a se chamar Mãe, e o moço, Pai. Foi passado de colo a colo, abraçado, chacoalhado e paparicado, era o primeiro neto tanto do lado paterno quanto materno, não lhe davam paz, e na verdade ele nem precisava dela.
Tornou-se criança, dominou a sincronia dos passos para que pudesse caminhar, andou pelas letras e por elas se apaixonou, juntou-as num emaranhado de novas palavras e assim se fez leitor. Aprendeu que repolho não era macarrão, e que escalar em árvores era apenas uma questão de treino. Nesse tempo ele aprendeu a imaginar, foi o mais forte super-herói, o mais habilidoso jogador de futebol, ele foi puro. Buscou respostas para tudo sem saber que quase nada podia ser respondido, sentiu então algo que só mais tarde ele saberia o nome: angustia. Percebeu que o corpo muda, a voz engrossa e cabelos aparecem nos lugares mais estranhos, entrou na adolescência.
O jovem Lucas começou a perceber o mundo, a entender as coisas e a desentendê-las em seguida, filosofou, escreveu, deu uma de poeta. Ele queria palavrear aquilo que acontecia dentro dele, fracassou. Foi incoerente, egocêntrico, contraditório e infantil, na verdade ele não sabia de fato o que ele próprio era, se criança ou adulto. Teve que lidar com a obrigação, quase nunca obteve sucesso, pensou em ser juiz, político e até arquiteto ele quis ser. Fez amigos, perdeu outros, e entendeu que nada é para sempre, que algumas pessoas vão embora sem que possamos fazer algo e outras nos acompanham fielmente até o fim. Nessa época ele entendeu que morrer era uma grande metáfora. Foi andando, pensando, cantando, e enfim deu de cara com aquela pessoa que o destino nos trás, a única capaz de mexer no coração, e dominar nosso amor, o pequeno Lucas se fez grande no momento em que te encontrou.
Quando o pequeno Lucas começou a entender as palavras, aquela menina que ele nem sabia quem era passou a se chamar Mãe, e o moço, Pai. Foi passado de colo a colo, abraçado, chacoalhado e paparicado, era o primeiro neto tanto do lado paterno quanto materno, não lhe davam paz, e na verdade ele nem precisava dela.
Tornou-se criança, dominou a sincronia dos passos para que pudesse caminhar, andou pelas letras e por elas se apaixonou, juntou-as num emaranhado de novas palavras e assim se fez leitor. Aprendeu que repolho não era macarrão, e que escalar em árvores era apenas uma questão de treino. Nesse tempo ele aprendeu a imaginar, foi o mais forte super-herói, o mais habilidoso jogador de futebol, ele foi puro. Buscou respostas para tudo sem saber que quase nada podia ser respondido, sentiu então algo que só mais tarde ele saberia o nome: angustia. Percebeu que o corpo muda, a voz engrossa e cabelos aparecem nos lugares mais estranhos, entrou na adolescência.
O jovem Lucas começou a perceber o mundo, a entender as coisas e a desentendê-las em seguida, filosofou, escreveu, deu uma de poeta. Ele queria palavrear aquilo que acontecia dentro dele, fracassou. Foi incoerente, egocêntrico, contraditório e infantil, na verdade ele não sabia de fato o que ele próprio era, se criança ou adulto. Teve que lidar com a obrigação, quase nunca obteve sucesso, pensou em ser juiz, político e até arquiteto ele quis ser. Fez amigos, perdeu outros, e entendeu que nada é para sempre, que algumas pessoas vão embora sem que possamos fazer algo e outras nos acompanham fielmente até o fim. Nessa época ele entendeu que morrer era uma grande metáfora. Foi andando, pensando, cantando, e enfim deu de cara com aquela pessoa que o destino nos trás, a única capaz de mexer no coração, e dominar nosso amor, o pequeno Lucas se fez grande no momento em que te encontrou.
Lucas Julian
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